terça-feira, 7 de abril de 2009

Ainda a posição do novo secretário da OTAN Rasmussen

Ontem li a notícia de que, no encontro da Aliança das Civilizações, o novo secretário-geral da OTAN, Anders Rasmussen poderia vir a pedir desculpas pela publicação em 2005 de caricaturas de Maomé julgadas ofensivas para o Islão, como compensação (ou condição?) para a retirada do veto da Turquia para a sua nomeação. Fiquei perplexo: Afinal, o homem que tinha julgado ter uma defesa intransigente da liberdade de expressão no seu país ia ceder por um cargo? Quem recusara dobrar a espinha perante as exigências e a incompreensão ia agora negar a sua verticalidade?

O meu temor não tinha, afinal, razão de ser e os que aventaram a hipótese de cedência é que estavam enganados. Segundo noticia hoje o Público, Rasmussen declarou:
"Respeito o islão como uma das maiores religiões do mundo assim como os seus símbolos religiosos." e "Fiquei muito perturbado por or cartoons terem sido vistos por muitos muçulmanos como uma tentativa da Dinamarca insultar ou se comportar com desrespeito para com o islão ou o profeta Maomé." e acrescentou ainda: "Penso que todas as formas de censura são inimigas do diálogo, da compreensão mútua. A liberdade de expressão é uma condição prévia para um diálogo aberto e claro."

Digno.

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